Janeiro Branco: cuidar da mente também é cuidar da vida.Fevereiro Roxo: atenção às doenças crônicas que pedem cuidado contínuo.Fevereiro Laranja: informação e doação de medula podem salvar vidas.Março Lilás: prevenção ao câncer do colo do útero começa com cuidado regular.Março Azul-Marinho: cuidar do intestino também é prevenir.Abril Azul: acolhimento e informação fazem diferença no cuidado com o autismo.Maio Vermelho: atenção à saúde bucal, hepatites e prevenção.Maio Roxo: cuidado e informação para as doenças inflamatórias intestinais.Junho Vermelho: doar sangue também é cuidar da vida.Junho Laranja: atenção à anemia e à leucemia.Julho Amarelo: informação e prevenção contra as hepatites virais.Julho Verde: atenção ao câncer de cabeça e pescoço.Agosto Dourado: amamentar também é um gesto de cuidado e saúde.Setembro Amarelo: falar sobre saúde mental pode salvar vidas.Setembro Verde: converse sobre doação de órgãos, uma decisão pode salvar vidas.Outubro Rosa: prevenção e cuidado caminham juntos.Novembro Azul: saúde do homem começa com prevenção.Dezembro Vermelho: informação e prevenção contra HIV e ISTs.Dezembro Laranja: proteger a pele também é cuidar da saúde.
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Flauzina da Silva Pereira

CRP 06/146314 SP

3 de outubro de 2026

Comparação nas redes sociais: como cuidar da autoestima no dia a dia

A vida do outro cabe em uma foto; a sua tem bastidores. Veja como perceber a comparação nas redes e construir uma relação mais cuidadosa com o que você acompanha. #Autoestima #RedesSociais #SaúdeEmocional

Ilustração de uma mulher com um celular virado para baixo sobre a mesa, olhando pela janela para um jardim.

Você abre uma rede social para descansar e, poucos minutos depois, sente que está ficando para trás. Alguém mudou de emprego, outro viajou, um casal parece sempre feliz. A comparação nas redes sociais pode transformar uma pausa em cobrança. Perceber esse movimento é um começo para cuidar da autoestima, sem exigir que você abandone toda a vida digital.

Este texto propõe observar a relação com o conteúdo que aparece na tela. Não é um teste para identificar um transtorno, nem uma regra de quantos minutos cada pessoa deveria passar conectada.

O que uma publicação mostra — e o que ela não conta

Uma foto pode registrar um momento verdadeiro sem representar a vida inteira de alguém. Ela raramente informa os recursos, as dificuldades e as escolhas que tornaram aquela cena possível. Comparar seu cotidiano completo com uma seleção de acontecimentos de outra pessoa coloca histórias diferentes na mesma régua.

A Mental Health Foundation destaca que o impacto da comparação depende de como nos relacionamos com o que vemos, inclusive do quanto consideramos o feed um retrato fiel da realidade. Isso não significa que toda rede faz mal: informação, criatividade e vínculos também podem estar presentes.

Troque o julgamento por uma pergunta mais precisa

Imagine a seguinte situação fictícia: você vê uma colega comemorando uma promoção e pensa “não fiz nada da minha vida”. Antes de aceitar essa conclusão, vale separar o acontecimento da interpretação. O acontecimento é a promoção dela. A ideia de que sua trajetória perdeu valor é uma leitura, não uma prova.

Você pode perguntar: “O que essa cena tocou em mim?”. Talvez exista um desejo de reconhecimento, uma vontade antiga de estudar ou uma insatisfação concreta com o trabalho. Nomear isso permite pensar em escolhas possíveis. Não é necessário desmerecer a conquista do outro nem transformar seu desconforto em vergonha.

Observe quais experiências se repetem no seu uso

Durante alguns dias, experimente notar como estava antes de entrar na rede e como ficou depois. Há perfis, assuntos ou horários que costumam aumentar a sensação de inadequação? Você entra para conversar e acaba acompanhando comparações que não procurava? Esse registro pode ser breve e particular, sem notas de desempenho.

A partir daí, teste um ajuste pequeno: silenciar temporariamente um perfil, reduzir notificações ou entrar com uma intenção específica. Escolha também conteúdos que façam sentido para seus interesses e sua realidade. A proposta é experimentar e avaliar, não criar mais uma obrigação de autocontrole.

Construa referências que incluam sua própria história

O NHS recomenda reconhecer pensamentos negativos sobre si e examinar evidências que os coloquem em perspectiva. Em vez de responder “sou um fracasso” com uma frase positiva em que não acredita, tente uma descrição mais justa: “estou insatisfeita com esta parte da minha vida, mas ela não resume quem sou”.

Um exercício de reflexão é anotar uma escolha recente que respeitou uma necessidade sua. Pode ter sido pedir esclarecimento, terminar uma tarefa possível ou preservar um compromisso importante. Esse registro não precisa virar postagem. Seu valor não depende de uma plateia.

Também vale perguntar de quem são as metas que você está perseguindo. Você deseja aquela mudança ou sente que deveria desejá-la? Há espaço para querer algo diferente do que recebe mais curtidas. Condições materiais, responsabilidades familiares e oportunidades não são iguais para todas as pessoas.

Quando procurar apoio psicológico

Se a comparação passa a ocupar grande parte do dia, interfere nas relações ou acompanha sofrimento persistente, conversar com um psicólogo pode ajudar a compreender o que está acontecendo. Autoestima envolve história, vínculos e contexto; um ajuste no aplicativo pode ser útil, mas não precisa resolver tudo.

O objetivo não é nunca mais se comparar. É reconhecer quando a comparação estreita seu olhar e recuperar espaço para uma vida que faça sentido para você.

Para conhecer a profissional e as formas de atendimento, acesse o perfil de Flauzina da Silva Pereira no Saúde Perto.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação ou acompanhamento individual.

Fontes e referências

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